ENTREVISTA TRADUZIDA: Estilista de Katy Perry fala sobre os looks do videoclipe de “Chained To The Rhythm”

ENTREVISTA TRADUZIDA: Estilista de Katy Perry fala sobre os looks do videoclipe de “Chained To The Rhythm”

ENTREVISTA TRADUZIDA: Estilista de Katy Perry fala sobre os looks do videoclipe de “Chained To The Rhythm”
postado por Deivin Ferreira às 28.02 · post visualizado 464 vezes

Katy Perry lançou seu novo videoclipe, “Chained To The Rhythm”, com participação do cantor reggae Skip Marley, na semana passada e, assim como suas performances carregadas de referências políticas no Grammy e no Brit Awards, o clipe faz referência ao clima político atual.

O clipe dirigido por Matthew Cullen mostra Katy entrando no colorido parque de diversões chamado Oblivia, onde as pessoas estão curtindo brinquedos chamados “A Grande Queda Americana” e “Não Há Lugar Como Nossa Casa”; no último, vemos um casal sendo lançado no ar sobre uma cerca branca de madeira. Enquanto todos que estão no distópico parque usam roupas em tons pastel, Katy chega de branco – e isso não foi um acidente.

A figurinista e auto-intitulada “ativista fashion”, B. Akerlund, que trabalhou nos videoclipes de “Hold Up”, da Beyoncé, e “M.I.L.F. $”, da Fergie, colaborou com Katy nos looks futurísticos personalizados do videoclipe. Akerlund falou ao The Hollywood Reporter sobre vestir Katy como uma “Marilyn Monroe futurística”. Confira a entrevista traduzida na íntegra:

Nos conte sobre as peças que a Katy está usando no videoclipe.
[O conjunto branco] foi algo que foi criado em parceria com uma marca francesa, chamada On Aura Tout Vo, que está representada no meu showroom que eu abri em Los Angeles. Sempre que eu faço um trabalho, eu realmente tento entrar no personagem que estou tentando retratar e, então, sempre escolho um designer que acho que vai melhor se encaixar no projeto. Eu personalizei esse look com uma armadura de couro da YVY e botas claras do Rinaldy [Yunardi].
Eu tive muitos obstáculos para lidar quando [a Katy] estava correndo naquela roda. Ela precisava de algo em que pudesse se movimentar, então eu desenhei um look com esse designer de Nova Iorque, chamado Miodrag Guberinic. Ele é um incrível criador de fantasias. Eu fiquei realmente atraída por esse tecido interessante que iria ilustrar como eu vejo o futuro, então, para mim, foi um look de malhar futurístico. Ele foi incrivelmente elaborado. Se você prestar atenção aos detalhes, ele tinha todos esses elementos de alfaiataria.
O último look foi outra peça personalizada, que eu fiz com o Christopher Bu. Ela está usando um macacão de látex por baixo. Originalmente, havia apenas um look alocado para o clipe, mas foi, tipo: ‘Ah, nem pensar’. Eu geralmente gosto de criar uma fórmula quando estou trabalhando e, para esse mundo, foi tudo muito pastel e plástico. Eu apenas senti que ele te levava instantaneamente para o futuro. Eu também fiz um pouco de referência aos anos 1950, porque ele estava tão estilizado. Cada peça de tecido tinha um brilho ou um plástico por cima.

Nós vimos no seu Instagram que você descreve a Katy como uma “Marilyn Monroe do futuro” quando ela está vestida de branco.
É engraçada porque, quando eu desenhei o look, eu não estava pensando isso, mas quando ela saiu, [eu pensei] é exatamente isso que ela é. Eu estava tão animada quando isso estalou na minha cabeça. Eu trabalhei realmente duro nos detalhes e nas cores – não havia qualquer vermelho ou preto permitidos. Desde o primeiro dia, eu estava, tipo, ela precisa estar de branco. Eu queria que ela se destacasse na multidão.

A Katy teve qualquer pedido de estilo específico para o videoclipe?
Ela me disse: “Eu quero ver o que você sugere”. Então eu criei o mood board e a direção. Ela tinha algumas coisas favoritas às quais estava fazendo referência e eu tentei ficar naquele mundo.

Como você abordou o visual do Skip para mostrar que ele era diferente de todos os outros no parque de diversões?
Eu tive a mesma ideia aí. Ela está de branco, ele está de branco – não há outra cor branca em todo o clipe, é por isso que eles se sobressairiam dos 150 extras. Essas duas pessoas do mesmo mundo, eles entendem essa roda em que estamos presos e todos os outros só estão felizes e ainda não entenderam. Foi interessante, porque, quando eu recebi um memorando da equipe dele pela primeira vez, eles diziam: “Ele gosta de usar preto”, mas eu estava realmente presa na ideia de ele usar branco. Ele usou uma casaco Zaldy, uma camiseta Charli Cohen, jeans Comme des Garcons e botas Dr. Marten.

Você mencionou antes sobre trabalhar com um monte de cores, o que quase deu ao clipe uma vibe Pleasentville. Você pode nos contar um pouco mais sobre o que você tinha no seu mood board?
Sim, mas eu realmente queria inovar, então, de verdade, eu criei uma fórmula e eu diria que 60% das pessoas no clipe tem algum tipo de plástico nelas. Cada personagem, se você fosse verde, você era todo verde. Eu não misturei os pasteis. Eu só misturei as pessoas, que é por quê eu acho que fica tão clean no filme, porque eu mantive uma paleta de cores. Eu não queria que ficasse tumultuado. Eu também fiquei longe de um monte de estampas; há apenas algumas poucas pessoas com estampas.

A Katy recentemente descreveu ‘Chained To The Rhythm’ como ‘pop com propósito’. Como isso afetou o jeito como você abordou esse projeto?

Eu sinto que o propósito dela para esse vídeo era abrir os olhos das pessoas para como todos nós estamos amarrados a esse ritmo – nossa vida, redes sociais, e o que os outros pensam. Eu trabalhei com muitas restrições em relação aos figurinos. Vocês não percebem, mas usamos muitos corpetes. Eu estava tentando restringir o talento das pessoas porque essa é a realidade. Nós não vivemos em um mundo perfeito e temos muitas restrições. Eu tentei usar isso no figurino para refletir a proposta do vídeo. Muitas pessoas não estavam confortáveis, mas eu dizia: “Olha, é isso que temos que fazer.”

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