A edição de Julho da INROCK Magazine, uma das revista mais populares no Japão voltada ao público adolescente, trouxe Katy Perry estampando na capa com entrevista exclusiva, onde ela fala sobre o seu recente álbum, “Witness“.

O KPDBR traz para vocês em primeira mão a entrevista traduzida completa na íntegra:

INROCK: Há muito tempo que não nos vemos, Katy!

Katy Perry: KON NICHI WA! (“Olá”, em japonês)

INROCK: Olá! Nós, japoneses, estávamos esperando por você!

Katy Perry: Eu sempre amo todo o mundo, inclusive a INROCK.

INROCK: O seu novo álbum está a venda desde 9 de Junho. Como você se sente sobre a reação em relação ao álbum?

Katy Perry: Excelente! Esse período de produção do Witness foi tão substancial. Assim como foi com as músicas do álbum – “Chained To The Rhythm”, “Hey Hey Hey”, “Deja Vú”, “Into Me You See”, por exemplos, e por aí vai. Cada música é uma peça muito pessoal. Eu acho que as pessoas que as ouvirem terão uma variedade de emoções. E eu espero que essas músicas os deem força.

INROCK: É verdade. O álbum é muito pessoal. Se você diz que esse álbum é mais profundo do que você é, é melhor expressar os seus próprios sentimentos internos e expressar suas preocupações sobre o seu ser interior.

Katy Perry: Bem, eu também tento, de forma inconsciente, não fomentar os sentimentos de alienação e quero me mostrar, tanto quanto possível, o mais pé no chão possível [risos]. Em resumo, mostrar “eu mesma”.

INROCK: Falando sobre os seus quatro dias ininterruptos de transmissão ao vivo, isso realmente deixa os nossos corações contentes. A despeito disso, você é, basicamente, como de costume, uma criança muito inocente, falando alto, mas com educação. Comparado ao que nós vimos na televisão anteriormente, dessa vez você está mostrando o seu interior no programa.

Katy Perry: Mas eu estou tão despreparada e espero que vocês possam ver a verdadeira eu, sem qualquer barreira. Eu espero que todo mundo possa se sentir do mesmo jeito que eu me sinto. Se vocês também conseguem sentir, eu sou uma pessoa tão normal.

INROCK: [Risos] Dá para perceber. A propósito, o seu pijama é muito fofo!

Katy Perry: [Risos] Obrigada! Você é realmente observador.

INROCK: Você pode me dizer sobre o que você tem mais orgulho em relação às letras desse álbum?

Katy Perry: Eu tenho que dizer a letra de “Hey Hey Hey”. Eu realmente gosto dela toda, “um grande e lindo cérebro com um rostinho bonito”. Há tantas pessoas no mundo que não sabem o quão bonitas e inteligentes elas são, mas eu quero dizer a elas que isso não é verdade. Eu costumava ser considerada apenas uma marionete, mas eu sou a capitã do navio e aquela que abre o caminho.

INROCK: Eu acho que, em “Power”, “não confunda a minha cordialidade com fraqueza”, há muitas pessoas que sentem a mesma coisa em relação à música.

Katy Perry: Eu também amo muito a letra de “Power”. Essa é uma canção que retoma o seu poder. E não no sentido de dar nosso próprio poder aos outros, mas, sim, encorajá-los a usar desse poder para serem responsáveis por si mesmos.

INROCK: Apesar do que você está dizendo, eu quero encorajar você. Mas, comparado à mensagem ao ouvinte e, mais do que qualquer coisa, os sentimentos mais profundos do álbum são os de que cada canção é o seu primeiro sermão para si mesma, e as letras são escritas como você disse.

Katy Perry: Bem, essa é a minha única terapia. É o meu jeito próprio e único, eu também agradeço a mim mesma por isso, e isso é ótimo. Algumas pessoas não organizam os seus sentimentos. E isso não é apenas uma vida de sobrevivência? De certa forma, eu sei o verdadeiro significado do que eu disse. Eu viajo ao redor do mundo e me torno uma testemunha. É por isso que eu canto. Agora, essa sou eu de verdade, e eu simplesmente quero viver tão verdadeiramente quanto vocês vivem. Por esses motivos e, também, por mim mesma, que eu fiz esse álbum. Então, eu espero que vocês amem esse álbum. E, até agora, a minha música tem sido feita por eu mesma.

INROCK: A música “Mind Maze”, em particular, é completamente sua?

Katy Perry: A música veio do Purity Ring, de quem eu realmente gosto. A música é sobre a minha saúde mental e sobre o labirinto de confusão que está na minha mente. Conforme eu fico mais velha, eu penso em mais e mais coisas, o que me deixa nos nervos. Eu penso demais, tanto que eu posso facilmente cair em pensamentos profundos, mas não consigo sair dessa meditação. Haverá mais do que a realidade quando a ideia se tornar mais sólida. No labirinto da minha vida, eu estive, tipo, sendo colocada em um canto da confusão, e o pânico transparecia nos meus olhos. E, nisso, eu também preciso manter um equilíbrio entre todos os tipos de coisas, o que significa que você precisa lidar bem com as coisas enquanto pensa cuidadosamente. Em poucas palavras, a minha vida tem sido agitada, então, é claro que haverão problemas psicológicos ocasionais.

INROCK: Você geralmente é colocada em uma posição crítica e tem esse tipo de problema. Para ser honesto, eu acho que essa talvez seja uma situação com a qual as pessoas comuns acham difícil se relacionar a você, e que não conseguem compreender. Então, há alguém ao seu redor com quem você pode conversar sobre os seus problemas específicos e que possa te compreender?

Katy Perry: Sia! Ela é uma das minhas amigas mais próximas, nós compusemos músicas juntas para esse álbum e para álbuns anteriores. Quando eu preciso de ajuda e preciso de alguém para me compreender, ou apenas quero chorar, ela é o meu alvo [Risos]. É com ela que eu posso contar a qualquer hora. O meu relacionamento com ela não é do tipo de relacionamento superficial do mundo do entretenimento. Eu e ela temos uma ligação muito forte. Quando eu passei por dificuldades, ela me ensinou todos os tipos de coisas.

INROCK: É ótimo ter uma amiga tão boa.

Katy Perry: Ela realmente é uma pessoa excelente e muito bonita.

INROCK: A propósito, que tipo de informação o álbum transmite visualmente? Parece que você está vestindo algo muito interessante.

Katy Perry: Sim, há algo tipo a ficção científica dos anos 80 na embalagem desse álbum, tipo Blade Runner, na embalagem geral desse álbum e nas imagens da turnê. De fato, esse estilo é mais forte do que o estilo de arte moderna até agora. Os meus próximos shows serão realmente grandiosos!

INROCK: Essa é uma turnê mundial longa, então você pode nos dizer quando virá para o Japão?

Katy Perry: Claro que eu irei para o Japão! Ei, mas isso ainda não foi divulgado, porque a agenda da Austrália foi divulgada hoje! O Japão é um dos meus países favoritos no mundo. Bem, não, não “um dos”, o Japão é o meu lugar favorito no mundo. O meu sonho é passar o verão explorando o Japão como uma mochileira.

INROCK: Isso precisa ser anotado. Você viajou para Kyoto no primeiro mês desse ano. Da próxima vez, por favor, vá e veja as diferentes visões do Japão!

Katy Perry: Bem, eu estive em Tókio e em Kyoto diversas vezes, e eu já estive em Osaka, e é claro que quero ir para algum outro lugar. Ah, a propósito, eu quero muito ir para Hokkaido! Realmente quero ir para lá!

INROCK: Isso é realmente ótimo. A propósito, no início da sua carreira, você disse que a vida começa após os 30 anos de idade. Então, você tem curtido a sua vida depois dos 30?

Katy Perry: Eu sabia exatamente o que eu queria, não estava confundida por aborrecimentos ou tolices, e a minha confiança aumentou com a minha idade. Agora, eu sei mais a respeito de quem eu chamo de “mim mesma”, o que é a melhor coisa para mim. Eu não ligo mais para o que as outras pessoas pensam [Risos]. Eu, definitivamente, não quero ter 20 anos de novo.

INROCK: Última pergunta. Você tem alguma coisa para dizer aos fãs japoneses que estão ansiosos para conhecê-la?

Katy Perry: Eu gostou muito, muito de vocês. Toda vez que eu vou para o Japão, eu recebo cartas dos fãs japoneses. Eu me certifico de que elas permaneçam em segurança, para que eu possa lê-las depois, o que é um hobby meu. Eu realmente gosto disso, tanto pela mensagem de cada um, como pelos adesivos que eles usam, e por todos os detalhes que eles fixam e desenham. Aquelas coisas realmente são pequenas obras de arte! Eu amo a cultura japonesa e gostaria demonstrar o maior respeito aos japoneses e ao seu estilo de vida.

INROCK: A sua obsessão pelos detalhes é exatamente a mesma que a dos japoneses [Risos].

Katy Perry: Sendo assim, os japoneses devem ter um senso intuitivo das coisas. Como todos nós sabemos, eu fui atolada por detalhes de todos os tipos de coisas e, nesse sentido, eu e os japoneses devemos ser parecidos.

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